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Sobre a matéria a respeito do autor em A Notícia

A escola que estudei no ensino fundamental. Graças a ela que levei adiante meu sonho de ser escritor

Preciso comentar algumas questões sobre a matéria da qual fizeram comigo e que eu postei ontem aqui com vocês. Até porque é preciso contextualizar algumas informações que faziam parte dos meus pensamentos àquela época.

Vamos por partes:
Aos 12 anos, a maioria dos garotos só pensa em jogar futebol, brincar de videogame e assitir TV.
Essa frase retratou bem o espírito da coisa. Realmente, eram essas as diferenças que eu tinha a respeito das brincadeiras em relação aos outros meninos da minha idade que me tornaram um "escritor". Eu sempre brincava sozinho inventando as minhas coisas. Brincava que tinha uma emissora, nessa emissora uma grade de programação e, nessa grade de programação, novelas e filmes. Essas novelas e filmes eu interpretava todos os personagens sozinho. Daí que surgiram as ideias das histórias e daí a minha vontade de ser ator:

Mas se engana quem pensa que a meta de Juliano é se tornar um novo Carlos Drummond de Andrade ou Rubem Fonseca. Na verdade, seus planos incluem palcos e sets de filmagem. 
Sobre isso eu mudei muito. Na época era um grande sonho atuar, até mesmo porque a TV era muito presente nos meus dias. Hoje não me vejo mais fazendo isso, embora ame teatro e principalmente cinema. Contudo, minha pretensão, mesmo, é poder viver de inventar, de contar histórias.

Sonhar nunca é demais, por isso não desisto desse objetivo. Na pior das hipóteses, conseguirei pelo menos publicá-los, sem reconhecimento ou um volume importante de leitores. E isso talvez nem me deixe chateado. O que com certeza me entristeceria era se nem lançar os livros eu conseguisse!

Quando, na entrevista, falei que eu gostava de enredos com muita ação, eu me referia a filmes, pois desde aquela época eles já me atraíam. Mas na literatura eu sou muito mais eclético, principalmente hoje (na época meu repertório era, basicamente, Julio Verne e a Série Vaga-Lume, da Ática).

Hoje, felizmente, não posso dizer que a minha família é carente. Seria até pecado eu falar isso, por mais que isso não signifique que nós temos alguma espécie de fartura incomum. É só que carência é uma palavra muito forte, não é mesmo? Naquele período, no entanto, a realidade era outra.

Uma coisa, porém, permanece verdadeira: não temos condições de arcar, sozinhos, com a publicação de um livro.

Mas assim, após alguns anos da publicação dessa matéria comecei a pensar uma incômoda verdade: ela saiu por chatice minha. Eu não parava de ligar para o jornal pedindo que eles publicassem o texto. Depois do fogo ter baixado, pensei comigo se eles gostaram tanto assim ou mentiram um pouquinho pra ver um moleque feliz.

Depois de alguns anos, eis que na faculdade descubro que um dos meus professores trabalhava no jornal na época da publicação da matéria. Quando me referi a ela ele disse: "Sim, eu sei qual foi!". Eu fiquei bem empolgado falando do quanto aquilo tinha sido importante pra mim. Mas ele me respondeu como se fosse a pior matéria da história do A Notícia! A expressão dele foi tão esnobe que eu tive certeza: eles publicaram por dó!

Mas isso não é um drama canceriano. Apenas estou compartilhando um sentimento que eu tive.

Mas hoje, independente do que tenha ocorrido há quase 17 anos, meu alvo é melhorar sempre, escrever bem e buscar a realização dos meus sonhos. É essa minha jornada. É nesse caminho que vou trilhar.

Comentários

  1. Parabéns Juliano pelo seu esforço e luta. Você merece tudo de bom na sua vida.
    Um dia, quando você se tornar grande, nem todos vão saber do seu imenso esforço.
    Torço por ti meu querido, profetizo as melhores coisas pra você.

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